segunda-feira, 8 de junho de 2009

Gênero: Ficção .
Duração
: 126 minutos.
Direção: J.J. Abrams.
Roteiro: Roberto Orci, Alex Kurtzman.
Elenco
: Winona Ryder (Amanda Grayson), Chris Hemsworth (George Kirk), Leonard Nimoy (Sr. Spock), Chris Pine (James T. Kirk), Zachary Quinto (Spock), Bruce Greenwood (Christopher Pike), Eric Bana (Nero).

Este é o 11º filme da franquia “Jornada nas Estrelas”, que foi criada por Gene Roddenberry, em 1966. Contando a incrível historia da viagem inaugural da tripulação a bordo da mais avançada nave da Frota Estelar da Federação Unida de Planetas: a “U.S.S. Enterprise”, liderada pelo Capitão Christopher Pike.

No meio de uma jornada cheia de conflitos, instabilidades cósmicas, singularidades, “supernovas”, “anãs brancas”, “buraco de verme”(wormhole) e dobras no continuum espaço-tempo, os novos recrutas precisam descobrir um jeito de impedir um ser maligno, cuja missão de vingança ameaça toda a historia do universo. Assim, o destino da universo está nas mãos de dois rivais de galáxias diferentes, o terráqueo Kirk e o Sr. Spock do planeta Vulcano.

Mesmo com o fracasso nas bilheterias das últimas aventuras da série "Jornada nas Estrelas" nos cinemas, este filme já arrecadou mais de 200 milhões de dólares. Graças ao trabalho minucioso e impecável de um dos melhores diretores da nossa geração, J.J. Abrams (Lost, Alias e Missão Impossível III). Este filme inova em conceitos e formas, trazendo um humor característico das grandes produções americanas, e unifica com o que há de mais moderno na astrofísica.

Diferente de “X-Men Origens: Wolverine”, aqui os efeitos visuais funcionam, e com sobras, onde explosões, batalhas e armas de fragmentação desintegradora tem um ar de realidade tornando a “USS Enterprise” uma coisa tangível e verossímil. A trilha sonora e quase impecável, e transporta ao longa-metragem proporções épicas, além de trazer mais dinâmica nas cenas de ação.

Muito coeso e totalmente comprometido com o desenvolvimento de seus personagens, praticamente, não existem falhas no elenco. Palmas para dupla de atores principal Chris Pine (Sorte no Amor) e Zachary Quinto (o Sylar de Heroes), fundamentais no desenvolvimento do longa, encarnando divinamente o Oficial Spock e o Capitão Kirk, um com a razão absoluta e o outro com a emoção incontrolável. Destaque também para Karl Urban (Senhor dos Anéis), que retrata a alma sensível do Dr. McCoy.

Sendo um “trekker”(fã de Star Trek) ou não, você será envolvido pelo roteiro, que é bem sucedido em contar a historia sem qualquer problema para o público “não iniciado”. Corram para o cinema e não percam a chance de presenciar a história de ficção científica sendo recontada. Bem lá no fundo, você também tem pouco de “nerd”!!!

terça-feira, 19 de maio de 2009

O 62° Festival de Cannes

Esta ocorrendo na França, entre os dias 13 e 24 maio, 62° Festival de Cannes, que é a maior honraria do cinema mundial. Assim, foram anunciadas as produções que serão exibidas no festival e o Brasil não ficou de fora. À Deriva, filme de Heitor Dhalia, foi selecionado para participar da mostra "Um Certo OIhar". O filme, produzido pela "O2" e estrelado pelo ator francês Vincent Cassel, e a atriz brasileira Débora Bloch e pela estreante Laura Neiva, tendo como enredo as descobertas de uma adolescente em meio à sua passagem para a idade adulta.
Fiquem de olho nos vencedores. Filmes em Competição:

Los Abrazos Rotos (Espanha) - Pedro Almodovar
Fish Tank (Inglaterra) - Andrea Arnold
Un Prophete (França) - Jacques Audiard
Vincere (Itália) - Marco Bellocchio
Bright Star (Nova Zelândia) - Jane Campion
Map of the Sounds of Tokyo (Espanha) - Isabel Coixet
A Origine (França) - Xavier Giannoli
Das Weisse Band (Alemanha) - Michael Haneke
Taking Woodstock (EUA) - Ang Lee
Looking for Eric (Inglaterra) - Ken Loach
Spring Fever (China) - Lou Ye
Enter the Void (França) - Gaspar Noe
Thrist (Coréia do Sul) - Chan-wook Park
Les Herbes Folles (França) - Alain Resnais
The Time That Remains (Palestina) - Elia Suleiman
Bastardos Inglórios (EUA) - Quentin Tarantino
Vengeance (Hong Kong) - Johnnie To
Visages (Malásia) - Tsai Ming-Liang
Antichrist (Dinamarca) - Lars von Trier

Top 10

TOP 10 EUA

terça, 19 de maio de 2009, às 10h 29min

O esperado “Anjos e Demônios”, filme de Ron Howard, lidera as bilheterias américas, arrecadando cerca de US$ 48 milhões, e ultrapassando O novo “Star Trek”, que promete um recomeço da famosa franquia nerd, que somou uns módicos US$ 44 milhões.

Em terceiro lugar na fica o “X-Men Origens: Wolverine”, que arrecadou 14,8 milhões de dólares. Depois vem a comédia “Minhas Adoráveis Ex-Namoradas” com seus diminutos 6,8 milhões de verdinhas. No encalço temos a comedia romântica “Obsessiva”, em quinto, com US$ 4,5 milhões e “17 Again”, estrelado por Matthew Perry (Friend) , que lucrou 3,4 milhões de “George Washington’s”. A animação da Dream Works “Monstros vs. Alienígenas” fica com a sétima colocação, faturando US$ 3 milhões.

Completando a lista temos o drama “O Solista”, história com Robert Downey Jr (Homem de Ferro) com a bagatela de US$ 2,4 milhões e “Next Day Air” com US$ 2,2 milhões. Assim, encerrando o Top 10 EUA, a superprodução da Disney em parceria com a TV britânica BBC, o documentário “Terra”. Destes, apenas “X-Men Origens: Wolverine” já estreou nos cinemas de Palmas-TO.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

X-Men Origens: Wolverine




Direção:Gavin Hood.
Com: Hugh Jackman, Liev Schreiber, Danny Huston, Lynn Collins, Kevin Durand, Will.i.Am, Dominic Monaghan, Hakeem Kae-Kazim, Ryan Reynolds.

Antecedendo os acontecimentos de “X-Men - O Filme”, a película mostra a história do passado violento de James Howlett, codinome Wolverine (Jackman), e de seu complexo relacionamento com seu irmão Victor Creed, Sabretooth (Schreiber), e do projeto Arma-X.

Interessante como diretores mais apropriado para o longa-metragem, lê-se Zack Snyder e Bryan Singer, recusaram a proposta de comandar o filme. Infelizmente os atores principais são totalmente inexpressivos, quase descartáveis. Até o regular Dominic Monaghan (O Senhor dos Anéis e Lost) esta apagado e deslocado. As exceções ficam para Hugh Jackman e Liev Schreiber, dupla insubstituível e com uma boa química.

Os efeitos visuais carecem de qualidade, onde, o que deveria ser um de seus pontos altos, acaba sendo um defeito. Assim, as cenas digitais são extremamente artificiais, lembrando até alguns jogos de videogame.

É engaçado como as garras de Wolverine nunca estão sujas de sangue, devem ter algum recurso de “auto clean”, pois, mesmo depois de perfurar músculos e órgão estão brilhando, além de terem um “isqueiro embutido”, quando acende um rastro de combustível com elas.
Mas, existem coisas boas no filme, como a Som e Trilha Sonora, que são envolventes e eficazes, deixando o longa mais austero e sombrio. E apesar de tudo “Wolverine” estreou arrecadando 160 milhões de dólares em bilheteria global, superando assim os 130 milhões investidos na produção.

O filme cumpre a sua função, ou seja, ação descerebrada do início ao fim da trama, além muitas explosões, lutas e mortes. Assim, com uma direção sem o compromisso de ousar, seguindo claramente os caprichos dos produtores. “X-Man...” torna-se apenas um mero caça-níqueis, um entretenimento comum, sem dilemas existenciais, subtextos sobre a intolerância contra mutantes ou a política militar norte-americana.

Obs: existe uma cena adicional durante os créditos finais e outra depois destes.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Che: El Argentino


Direção: Steven Soderbergh. Com: Benício Del Toro, Demián Bichir, Rodrigo Santoro, Santiago Cabrera, Kahlil Mendez, Julia Ormond, Jorge Perugorría, Catalina Sandino Moreno.

Cine-biografia de Ernesto Guevara de La Serna, o “El Che”, um dos mais importantes revolucionários comunistas da história, aquele que foi considerado pela revista norte-americana “Time” uma das cem personalidades mais importantes do século XX.

Trata-se de dois filmes - O Argentino e A Guerrilha - que abrangem dois períodos distintos na vida de “Che”, mas que representam o espírito político do mito. No entanto, foram gravados juntos, mas, produzidos para serem lançados separadamente no circuito comercial, assim, ambos os filmes se completam. Em caso de direcionamento de interesse pelo tema, recomendo “Diários de Motocicleta”, filme dirigido por Walter Salles, e trata sobre a volta de Guevara pela América do Sul de motocicleta.

Steven Soderbergh constrói este filme, sobre uma guerra (ou guerrilha), sem usar grandes efeitos explosivos, sem usar também a figura de heróis estereotipados, que sacrificam a própria vida em prol de sua amada/amigo/familiar, como é visto na diversos filmes de ação de Hollywood. Soderbergh retrata sim o dia a dia de uma revolução vitoriosa, em seus detalhes mais significantes, nos erros e acertos dos atos de Fidel e sua trupe, filmando assim, com um distanciamento quase documental.

È curioso como Benício Del Toro encarna a figura mítica de “Che” Guevara, não só pelo porte físico similar, mais pela intensidade de seus atos diante das câmeras, certamente o melhor trabalho de atuação de 2008, merecidamente vencedor do prêmio de melhor ator no festival de CANNES. Destaque também para Demián Bichir, que surpreende como Fidel Castro, e Rodrigo Santoro, apesar de aparecer em poucas cenas, convence como Raul Castro.

Uma das grandes sacadas do filme são as ótimas cenas gravadas em preto-e-branco, tendo as imagens um aspecto de envelhecimento, retratando a viagem de “Che” aos Estados Unidos da América, onde o revolucionário se torna santo e demônio ao mesmo tempo, disparando seu famoso discurso incendiário na Assembléia da OEA, e massacrando a delegação dos EUA.

Um detalhe técnico não pode ser esquecido, a filme é rodado com a nova tecnologia de câmera a “Red One”(que alcança 4K, assim como o rolo tradicional), comprovando que a diferença entre digital e película, já é inexistente).

Esta é sim uma película definitiva sobre a passagem de “Che” pela Revolução Cubana, seja nos aspectos revolucionários e ideológico seja nos aspectos constitutivos e monótonos de uma guerra real sem efeitos visuais. Um dos longas mais importantes do ano, vale por seu valor histórico e cinematográfico.


sexta-feira, 24 de abril de 2009

Seven Pounds



SETE VIDAS.

Direção: Gabriele Muccino. Com: Will Smith (Ben Thomas), Rosario Dawson (Emily), Woody Harrelson, Barry Pepper. 3 estrelas

Thomas (Will Smith) é um agente do Imposto de Renda com um passado trágico que embarca numa jornada de redenção que mudará para sempre a vida de sete estranhos. "Sete Vidas", referência ao "Mercador de Veneza" de Shakespeare, em sua essência explora as relações que unem os destinos humanos e os sentimentos extremados de amor, ódio, redenção e arrependimento, onde de forma mediana, levanta pontos sobre vida e morte.

Segundo trabalho de Smith e com diretor italiano Gabriele Muccino, no entanto, não repetem o feliz sucesso de "À Procura da Felicidade", mas mantém uma dinâmica satisfatória cada qual de sua forma, por se tratar de um drama oportuniza ao seu ator principal, Will Smith, 40 anos, a demonstrar carisma e talento em cena, elevando assim a qualidade deste projeto cinematográfico. Note os ótimos trabalhos de Woody Herrelson, um telefonista cego, e Rosário Dawson, uma paciente em estagio terminal, que dão uma química maior ao drama de Muccino.

Existem falhas claras na construção do roteiro, onde na tentativa de esconder um final "revelador" deixa a trama confusa e piegas, por exemplo, o argumento utilizado no início da historia, onde é dito: “assim como Deus criou o mundo em sete dias, eu destruí o meu próprio em apenas sete segundos”, ora não é necessário ser um Doutor em teologia para saber que Deus criou o mundo em 6 dias(o sétimo ele descansou) e não em sete, ou seja, são utilizados recursos dramáticos na intenção única de arrancar lagrimas dos espectadores sem a preocupação com a verossimilhança e a lógica cartesiana.

Apesar de ser uma película acima da media, tem falhas graves na concepção, além de ser um trabalho pretensioso que não corresponde as expectativas dos últimos filmes de Smith. Apesar de seu caráter intimista, não deve ser levado muito a serio, vale mais pela apresentação de Will Smith do que qualquer outra coisa.

Revolutionary Road



Foi Apenas um Sonho

Direção: Sam Mendes.
Com: Kate Winslet(April), Leonardo Dicaprio (Frank), Kathryn Hahn (Milly Campbell), Michael Shannon (John Givings) e Kathy Bates (Mrs. Giving’s).

Frank(DiCaprio) e April (Winslet) sempre se consideraram especiais, diferentes, prontos e dispostos a levar uma vida baseada em altos ideais. Com o tempo, percebem que estão se tornando justamente o que não queriam ser: um homem preso num trabalho de rotina e uma insatisfeita dona-de-casa sedenta por realização e paixão - uma família americana com sonhos perdidos. Logo, eles são levados a seus extremos - um para fugir de sua vida monótona, o outro para salvar tudo o que eles têm.

Sam Mendes (vencedor do Oscar por AMERICAN BEAUTY) comanda esta produção de US$ 35 milhões, com um roteiro adaptado do romance de Richard Yates, filme indicado a três Oscar(Ator Coadjuvante, Direção de Arte e Figurino), e vencedor do Globo de Ouro de Melhor Atriz, além de marcar o reencontro de Leonardo DiCaprio e Kate Winslet após Titanic.

Ao julgar pela trama apresentada podemos encontrar um casal que vai perdendo gradualmente a capacidade de sonhar, assim, comprometendo de vez a estabilidade amorosa de ambos, onde ocorrem ataques extremamente cruéis entre as parte, frutos das angústias existenciais, decepções mútuas e da incapacidade de convívio mutuo, Frank e April chegam a lembrar dois cegos caminhando em um precipício. Apesar da história ocorrer na década de 50, o tema é atual e esta ligado às vontades e anseios da juventude em contradição com a frieza da maturidade, podendo servir de exemplo para os casais dos dias atuais.

Talvez a grande surpresa da película seja mesmo Michael Shannon que cria, em suas poucas aparições, um personagem lúcido apesar do seu aparente Transtorno de Personalidade Anti-Social (sociopata). Shannon mostra-se o mais real de todos ao dissecar, com crueldade de Hannibal Lecter, o cadáver do casamento de Frank e April. Certamente, o destaque do filme e seja Kate Winslet, em uma interpretação sublime, de longe a melhor do ano de 2008. Winslet apresenta a personagem April com a sutileza e sensatez digna da melhor atriz de sua geração. A decepção fica com Leonardo Dicaprio, que é ofuscado tanto por Winslet quanto por Shannon.

Uma trama transposta por sentimentos viscerais, um drama matrimonial bem articulado. È uma pena que este trabalho seja próximo ao feito pelo mesmo diretor em Beleza Americana, ou seja, não inova conceitos, recursos e estéticas. È bom lembrar que o sucesso do filme está estreitamente ligado às ótimas interpretações de Kate Winslet e Michael Shannon, e ao carisma de Leonardo Dicaprio. Vale cada centavo do ingresso.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

My Bloody Valentine 3-D


Dia dos Namorados Macabro 3-D

Diretor: Patrick Lussier; Elenco: Kevin Tighe (Ben Floey), Kerr Smith (Axel Palmer), Jaime King (Sarah Palmer ), Jensen Ackles (Tom Hanniger), Betsy Rue (Irene), Tom Atkins (Burke).

Numa noite de dia dos namorados um terrível assassinato acaba com a vida de varias pessoas. Dez anos depois, Tom retorna à sua cidade natal na noite de aniversário deste massacre. Assim, Tom descobre ser o principal suspeito pelas mortes e somente sua antiga namorada acredita que ele é inocente. Trata- se de uma refilmagem, roteirizada por Todd Farmer (Jason X), nada disso interessa de fato, afinal, o “gore”, a violência gráfica e gratuita é o que interessa para os fãs deste subgênero, este filme é uma perca de tempo em todos os sentidos. Fuja, não dos vilões, mais do próprio filme.

Surf Adventures 2

Diretor:Roberto Moura; Elenco: Phil Razjman, Marcelo Trekinho, Bruno Santos, Danylo Grillo e Adriano Mineirinho.

Continuação de Surf Adventures - O filme (2002), é um documentário dirigido pelo brasileiro Roberto Moura que traz os maiores nomes do surf brasileiro reunidos em busca da onda perfeita. Com locações no Peru, México, Austrália, Taiti, Chile e também no Brasil, na pororoca na Amazônia além de praias no Rio e São Paulo. Tem seus méritos pelas cenas impressionantes captadas pela equipe de filmagem, de tirar o fôlego, dá vontade de pegar uma prancha e ficar arriscando em um "Aerial 360º" e “arrebentar” no lago do Lageado.

Slumdog Million



Quem Quer Ser um Milionário?

Direção: Danny Boyle; Elenco: Com: Dev Patel (Jamal Malik), Freida Pinto (Latika), Anil Kapoor(Kumar), Madhur Mittal(Salim),


Jamal (Dev Patel), um órfão das favelas de Mumbai na Índia, está há apenas um passo de ganhar um prêmio de 20 milhões de rúpias no programa de televisão "Quem Quer Ser Um Milionário?(equivalente no Brasil ao “Show do Milhão”)". Preso sob suspeita de ter trapaceado, ele conta à polícia sua incrível história de vida como um menino de rua, e sobre Latika (Freida Pinto) a garota que tanto ama, mas que também perdeu.

A película “Quem Quer Ser um Milionário?” traz o experiente diretor inglês Danny Boyle (A Praia) neste sucesso de criticar e público, sendo o filme sensação do ano de 2008 nos EUA e Europa vencedor de Oito Oscar, incluindo melhor filme e Direção, sete BAFTA's e quatro Globos de Ouro. Além de uma bilheteria mundial de quase 200 milhões de dólares, muito para um filme que custou “apenas” 15 milhões.

É curioso notar algumas semelhanças de “Quem Quer Ser um Milionário com o “Cidade de Deus” de Fernando Meirelles, principalmente no que diz a fotografia de cores vibrantes e as cenas rodas nas favelas de Mumbai, que são parecidas com as do Rio de Janeiro. Seria copia ou uma licença?

Aqui Boyle lançar-se com uma obra tocante, persuasiva com relevantes valores morais, referencias estéticas modernas, apesar de algumas obviedades na construção do roteiro sendo esquemático em demasia o mesmo agrada pela sua simplicidade e vigor, palmas para a trilha sonora inventiva e para as musica apresentadas, especialmente o numero final de dança. Mesmo considerando o contexto social esta obra é acima de tudo uma história de amor de significações e ressonâncias com os tempos atuais.

Assim, este filme situada em um universo atípico às grandes produções do cinema de Hollywood – emprego de língua estrangeira e presença de atores indianos e desconhecidos, venha a fazer tanto estrondo e deixar os filmes americanos a ver navios, certamente um dos melhores filmes do ano. Talvez o mundo esteja notando que o centro do mundo não é mais a América do Norte.